Sobre Todas as Coisas

Quarta-feira , 08 de Novembro de 2006

Minha terça - feira começou super bem, primeiro fui ao meu quintal dá uma limpadinha, uma varrida daqui, uma tirada de pó de lá, porque não por menos, eu ia receber uma galera para um encontro musical. Inocente que sou levo comigo a Sarah, minha labradora linda e neném. Eis que, de repente, a pastora alemã do meu irmão decide me odiar: me ataca, me deixa toda ralada, toda roxa, toda detonada, com dor na coluna, arrebentada (sim, é verdade).
Ai... eu fiquei tão triste sabia? Peguei uma vassoura e saí correndo atrás dela, e os vizinhos saíram todos na janela pra ver a cena, praticamente um ringue: Aline X Helga. É claro que ela ganhou...

Depois vou tomar um banho e vou fazer comidinhas pros meus amigos, mamãe me ajuda fazendo os salgados e eu me empenho nos doces. O dia passa, passa, passa, e a Neide chega um pouco antes, exatamente como havíamos combinado, e não sozinha, com ela trouxe 3 caixas, 3 saias, um bongo e um monte de bolachas e pães. Vamos arrumar a mesa, cheia de coisas, ficou linda. Parecia até um coquetel (ta, to dramatizando)

As horas vão passando, passando, passando...E a gente começa a perceber que ninguém nos levou muito a sério, e que a gente estava prestes a tomar uma "caldo" de todo mundo, e pior: Tomamos!!! rs...

Vou então ao quarto do Augusto, meu sobrinho, de 15 anos, e conto o acontecido, ele fecha o livro que estava lendo, se levanta da cama e comemora:

-EEEEEEEEEBAAAA então eu vou dançar com vocês, vamos vamos

Abandonamos então a idéia do quintal e ficamos numa sala - Neide, Augusto e eu...ah, e a Sarah que também dançou com a gente. Ficamos com as comidas só pra gente, e com um espaço todo só pra gente. Rs.....(mas perdemos bastante calorias, ok?)

Aí o telefone toca... É o Dudu me avisando com 1 dia de antecedência que ele não poderá vir ao ensaio...bonitinho, né?

Hoje só me restou fazer um texto contando a história...Eu já estava quase chegando no meu último ponto final quando o computador reiniciou...Perdi tudo...Então decidi fazer qualquer coisa mesmo...

Eu acho que não estou numa maré de sorte...rs....





Segunda-feira , 06 de Novembro de 2006

Sabe que pensando bem, a gente nunca diz tudo...
Mas em compensação penso que existe sempre um pouquinho de quem amamos em nós, o  que acaba nos tornando muito mais múltiplos do que podemos imaginar...
E se eu sou um pouco de quem amo, tenho um pouco de você e, ter um pouco de você é para mim uma alegria sem tamanho...
Você me ensinou (não sei se aprendi) que é preciso amar sem medo do amor.
Me acolheu um pouco como irmão, um pouco como cuidado, um pouco como alegria, um pouco como piada, um pouco como diretor, e inteiro como amigo...
Gostoso olhar pro mundo e ver que nele existem muitos pedacinhos de você nas pessoas...
Ao mesmo tempo, difícil olhar pro mundo e só te encontrar em outras pessoas e em outros corações...
Porque há certas coisas que só pertencem a nós: O jeito de andar, o jeito de tirar sarro, o jeito de amarrar os cabelos, o jeito de abraçar, o jeito de se ser o que se é...
Se eu soubesse algo sobre a vida, talvez entenderia tudo isso
Mas não entendo, e nada sei
Só sei que eu não consegui dizer tudo,
Só sei que eu não sabia que os seus torpedos me faziam tão bem...
Tão pouco me dava conta de que o orkut sem seus recadinhos fica sem graça...
E sabe?  passar a sexta em casa na certeza de que não vou receber sua visita- surpresa me faz gostar menos de pudim de leite...
O seu pedacinho que vive dentro de mim me faz ser uma pessoa melhor...
E já é novembro...O mês que eu sempre reservava única e exclusivamente para contar os dias para o seu aniversário...
Hoje me dei conta de que nossos diálogos sempre vinham acompanhados da palavra Amor e  Saudade...Engraçado, né?
TE AMO, meu amigo, meu palhaço, TE AMO.

1.amoooor saudade, pazt! tenho ensaio. De: Arthur Netto  
2.Parabéns, meu amor, te ligo mais tarde.
3. Ni, vc sabe de sua importância em minha vida. Eu te Adoro, sua coisa!
4.Acabei de ver você de azurrrr. Saudade...

                                                                                                                                                                                             

 





Domingo , 05 de Novembro de 2006

Eu achei que seria melhor excluir as conversas emêéssiênicas porque essas conversas dão asas às imaginações...E é "blogando" que a gente se desentende...hahaha

Vou falar então sobre meu melhores presentes.

No meu guarda roupa há uma caixa, pequena, bem pequena. É lá que eu guardo o meu Diário, minhas fotos, meus amores, meus melhores presentes. É verdade que eu nunca liguei muito pra coisas que só o dinheiro pode comprar, devo isso a minha família que, me ensinou desde cedo que o legal do presente não é o objeto em si e sim o gesto infundido nele. E aí se explica o fato de minha caixinha de preciosidades ser pequena, bem pequena. O pequeno é o tamanho ideal para se colocar cartas de amigos, conchinha, papel de bombom, fotos, lembranças...O pequeno é o suficiente para se chegar ao infinito.
Madre Teresa dizia que "não é possível se fazer uma grande coisa, mas é possível se fazer uma pequena coisa com muito amor". Ela matou a charada. A atitude do amor é a única coisa que realmente interessa nesse mundo.


Já experimentei os mais diversos amores, muitos deles foram levados de mim pela vida, mas os amores recebidos vivem aqui dentro com toda força: meus amores estão nas fotos, nos objetos que talvez possam lhes parecer insignificantes, no entanto, à mim, justificam toda uma vida.

 Mas sobretudo e tanto, meus amores vivem na minha memória...Dentro de mim, nas minhas transformações interiores...


Eu gosto de ganhar palavras, poesias, verbos, e gosto de doá-los também, mesmo que de forma desajeitada. Gosto de dizer o que sinto. Tive de aprender por ter aprendido que as pessoas se vão e que, às vezes, pode ficar tarde demais.

E há algo maravilhoso em você pegar coisas que lhe foram escritas há alguns anos para a releitura. Não que eu viva do passado, sou como mestre Paulinho da Viola: "Não vivo de passado, o passado vive em mim".


Gosto também de ganhar melodias, talvez porque os dois primeiros presentes que ganhei quando nasci foram justamente notas musicais, dadas pelo meu pai e pelo meu tio.

Música...Eu já lhes contei que ganhei música logo que vim ao mundo? Pois é... A música que ganhei de meu pai se chama "Presente", não tem letra, e é mais minha do que qualquer canção minha, do meu tio ganhei a "Para Ficar" que também é mais minha do que se fosse de fato. Acho que foi a partir daí que minha alma começou a colecionar a beleza das atitudes, a beleza do carinho, da atenção, do afeto e das canções. Graças a Deus.

É por isso que afirmo : Eu jamais rasgaria uma carta, um poema, uma folha com palavras...E jamais dispensaria uma oportunidade de estar perto de quem gosto, não mesmo.

Sou palhaça, sei, tenho um jeito as vezes arredio, sei também, mas, entendo a linguagem do sentimento, ainda que não pareça, embora, creio, meus sentimentos não são nada discretos.


Bem, toda essa introdução foi discorrida com o único objetivo de dizer que meu coração pulsa mais feliz quando meus poetas, meus heróis, meus amigos me entregam uma folha com letras,a punho ou mesmo digitadas... E sabem de uma coisa? Ontem revivi a emoção de se ganhar uma música.

Mas.. peraí.  Não ganhei uma música...Ganhei uma MÚSICA LINDA, de Meyson - Querido amigo, querido poeta, músico necessário. Que presente mais grandioso!!!!

Me lembrei então das músicas do meu pai, do meu tio, dos meus também amados amigos Pedrão e PH, me lembrei da conchinha que o Arthur me trouxe: "fui pra praia pensei em você e te trouxe essa conchinha", lembrei do e-mail da Magali, minha professora de canto: "eu acredito muito em você", lembrei das palavras da Ká, da Orquídea trazida pela Neide que quase me diz "Bom dia" todos os dias, me lembrei da salada de frutas com o Nil, a Gabi e a Lú, das conversas com minha mãe, da minha cachorrinha, dos meus sobrinhos. Me dei conta de que minha caixinha pequena, bem pequena, tem todos os ingredientes necessários para se ter uma vida cheia de cores, cheiros , gostos e grandiosidades. São essas as lembranças que meus presentes em forma de palavras, de canções e de afetos me trazem.
Há quem não entenda...





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